Cinzas

Cinzas

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Estimados amigos,

Com a imposição das cinzas iniciamos o tempo da Quaresma. Tempo propício para nos convertermos ao Senhor e voltarmos para Ele o nosso coração.

Com o inicio da quaresma, a Igreja nos oferece as práticas do jejum, da oração e da caridade como caminhos para bem nos prepararmos a Páscoa. É neste sentido que nos orienta a liturgia de hoje.

Na primeira leitura somos interpelados a rasgarmos os nossos corações, não as vestes. Isto é, somos chamados a nos abrirmos ao Senhor por meio da sinceridade de coração. O povo de Israel para mostrar que estava de penitência costumava rasgar as vestes ou se descuidar da aparência física para que todos vissem que estavam fazendo sacrifícios espirituais. É neste contexto que a profecia de Joel nos é apresentada. Para nos voltarmos ao Senhor, não precisamos apresentar as pessoas o nosso sacrifício, este deve ser feito no silêncio de nosso ser.

O Salmo e a segunda leitura falam da misericórdia de Deus. “Tende piedade, ó meu Deus misericórdia! Na imensidão do vosso amor, purificai-me. (Sl 50,1). Deixai-vos Reconciliar com Deus. (2 Cor 5, 20). Para o salmista a misericórdia de Deus vem por meio do reconhecimento das nossas culpas. Paulo nos convida a experimentarmos esta  misericórdia  agindo em nome de Cristo  como seus embaixadores.

Lembremo-nos que a nossa reconciliar com Deus passa pela dimensão do eu, Deus e a Comunidade. Passa pelo eu, quando reconheço as minhas fraquezas por meio de um bom exame de consciência e busco mudar de direção. Passa por Deus porque é a sua Graça que nos faz reconhecer que erramos e nos perdoa.  Passa pela comunidade quando tendo reconhecido o meu desvio e agraciado por Deus sou capaz de me reconciliar com os irmãos.

No Evangelho, Jesus como aquele que veio dá cumprimento à lei não esvazia o sentido das práticas da oração, do jejum e da penitencia, mas dá a eles um novo sentido.  Ele nos convida a praticarmos esses exercícios não como sacrifico, mas com alegria e discrição. “Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

Queridos irmãos, deixemo-nos conduzir pelo espírito da Quaresma. Não tenhamos medo de nos aproximarmos do Senhor. Que tenhamos mais e melhores tempos para a oração e meditação da Palavra de Deus. Que a redução do alimento ou a ausência de que nos propomos a fazer jejum nesta quaresma nos ajude a pensarmos em como necessitamos de Deus. Que sejamos capazes de sairmos ao encontro dos irmãos necessitados para oferecermos a nossa solidariedade e também o nosso carinho e atenção.

Tenhamos todos uma santa Quaresma! Lembremo-nos de como Igreja somos chamados a darmos testemunho do serviço na sociedade como nos interpela a Campanha da Fraternidade deste ano.

Eu vim para servir!

 

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