Casa para os de casa.

Casa para os de casa.

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Claudino Gentile Ortigara

O local mais querido onde vivemos o melhor da vida é a nossa casa. Abrimos a porta e todo espaço lá dentro é nosso: – fogão, móveis, tudo.

É em casa que acordamos e dormimos tranquilos. Em casa somos casal, filhos, irmãos. Uma convivência na confiança mútua. Um clima arejado, aberto onde os amigos também são acolhidos. Ali cresce o calor da amizade, capaz de contagiar a todos.

- O que favorece este clima gostoso? Coisas práticas como:

- Conversa diária, sem azedume, pessimismos. E mais:

- Fazer as coisas junto onde um não é empregado do outro, onde um ajuda o outro a arrumar a cama, guardar a roupa, lavar a louça, cuidar do jardim sem impor seu jeito como se fosse o dono de tudo. Um ajudando o outro.

Gostar de momentos gratuitos de conversa. Confiança total. Nada de azedo, de mofado, de rosto triste, acabado, de crítica negativa. Pequenos gestos de carinho, como: levar para casa uma flor colhida por ali ou fazer uma surpresinha que não custe nada. O amor é feito de gestos gratuitos, sinceros, carregados de afeto.

- Um punhado de fé.

- Decisões tomadas por consenso. Nada escondido.

- Ter metas que mereçam jogar nelas todas as nossas energias e façam ser dinâmica e gostosa a nossa vida.

- Nada de depressão, de pessimismo como se fôssemos gente derrotada. Claro que nem todo caminho é de asfalto de primeira. Solavancos, atoleiros, problemas, dores, doenças, dificuldades, medos, interrogações quilométricas sempre aparecem. Até coisas que escapam do nosso alcance, claro. Mas nada disso pode nos tirar o gosto e a vontade de bem viver e conviver ou estragar nosso bom humor. Mas nada disto pode estragar os laços profundos de bem querer dentro da casa. Suor, lágrimas podem se misturar. Calos nas mãos podem aparecer. Mas, por dentro e por fora da nossa casa sempre seremos vistos como presenças desejadas, ESPERADAS, amadas. As pessoas que nos veem possam dizer: Legal aquela família. Como vivem bem. – Quem não deseja ter um lar tranquilo, abençoada?

Nada disto nasce feito. O dentro de nossa casa é construído, ajeitado conforme o nosso gosto com o tempo. O brilho dos nossos olhos sempre enfeitará este nosso pequeno paraíso que chamamos de minha casa.

Reflexão feita no café da manhã na casa da professora Adriana, Curitiba, 11/02/2015.

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