Jesus confirma a Bíblia

Jesus confirma a Bíblia

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PAndando pelas estradas da Palestina, Jesus insistia em continuar a comunicar o Deus verdadeiro, o Deus “sincero”. (A palavra sincero vem da língua latina = sine-sem; cera-cera: sem cera = sincero)

Alguns fabricantes de estátuas cobriam os defeitos com cera, e com o tempo a cera caía e a imagem ficava feia. Era uma maquiagem.

            Jesus retoma a Bíblia nas suas partes importantes e mostra as verdades de Deus sem “a cera” que as pessoas aplicavam. Assim Jesus:

  1. 1.                  Retoma o projeto original do Criador a nosso respeito (Gn 1,27) no qual Deus trata as pessoas como sua “imagem e semelhança”, tanto homem como mulher.

Jesus recupera essa dignidade de filhos e filhas de Deus, na sinceridade do Criador e contra a opinião dos homens que criam o divórcio. Jesus defende o pensamento do Pai “até debaixo de água” (Mt 19).

  1. 2.                  Jesus retoma o grande projeto: A Aliança com o povo, desde Abraão (1850 a.C.) como fonte de “bênção, terra e filhos”; estendendo tudo isto a toda a humanidade, cortando o modo de pensar dos judeus pretenderem ser a única nação Santa de Deus, fechada em si mesma: a salvação é para todos e “ninguém se perca”.
  2. 3.                  Jesus retoma o valor do Êxodo = da libertação. Reassume a libertação de todo o tipo de escravidão: social, econômica, familiar, religiosa, revelando-se como o maior libertador, o verdadeiro Cordeiro de Deus. Renova toda a história, como que fazendo uma “nova criação”, novas criaturas, novo modelo de viver (Jo 13, 1; Lc 22, 20).
  3. 4.                  Jesus reassume a Lei de Deus dada ao povo por Moisés e a reinterpreta, tendo como pano de fundo a misericórdia do Senhor. Jesus abre caminho para a liberdade dos filhos de Deus (Mt 5, 21-43; Tg 1,19).
  4. 5.                  Jesus abraça o Projeto do reino: A prática religiosa no tempo de Jesus escondia a ideia central de Deus: o amor, a justiça, e propunha obras externas (Jejum, sacrifícios… sem mudar o coração. Essas normas humanas são relativizadas por Jesus, são secundárias. O que vale é o interior, coisas externas são até inúteis. Havia 613 “leis” que os mestres (rabinos) insistiam que eram obrigatórias (Mt 23,13-36; Mc 2,27 e Jo 8,7).
  5. 6.                  Jesus assume o projeto do “Servo Sofredor”. Este plano de Deus era desconhecido na prática. Muitas coisas que os profetas anunciavam, tinha sido esquecido ou desvalorizado. Assim, o que o profeta Isaías dizia (52,15; 61,1-2) sobre o futuro Messias, Jesus abraça, vive e realiza para, de fato, ser “luz para todas as nações” (42,6; 49,6; Mt 5,13-16).
  6. 7.                  Condenado: Por reassumir e cumprir os planos do Pai, Jesus foi abandonado por quem ele veio dar a vida, de Deus e homem; foi denunciado e condenado pelas autoridades civis e religiosas, martirizado com extremo sofrimento.

Deus aceitou tudo o que seu Filho disse e fez, cumprindo sinceramente a sua missão. Deus aprovou tudo ressuscitando a Jesus.

Pe. Anacleto Ortigara – MS

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