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Entrevista com Dirceu Ribas Corrêa sobre o trabalho do CPP.

 

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Dirceu,

Não poderia ver nele a figura que depois ficou marcada na memória. Não poderia ver naquele homem, ancião, a imagem do lar católico, de joelhos ao redor da imagem de Fátima, de terço na mão, à hora do Angelus, talvez de banho tomado.

O cheiro da sopa sobre o fogão de lenha a esperar pela reza e os folguedos de final de dia no seio da família, antes de dormir.

Ali, no Cabral, onde o Colégio Stella Maris ensina os segredos da vida às crianças vivia a família dele numa chácara para os nosso conceitos atuais. Era a década de 1940.

A vida foi marcada pela família e dela se alimentou sempre.

Cedo deixou a casa paterna. Colégio militar que á época era a Escola de Cadetes de Porto Alegre. Em seus 15 anos buscava a trilha que percorreu durante 50 anos.

De estudante ao mais alto posto da vida militar e de novo em Curitiba.

Estudou muito. Mestrado em Fort Belvoire (EEUU), Mestrado no Rio de Janeiro, Doutorado em artes militares pela Escola do Comando Maior – Rio de Janeiro, Doutorado na Escola de Guerra da Itália.

Toda a vida se inicia no entusiasmo e euforia da recém terminada guerra – 2ª guerra. Ser soldado para defender a pátria. Nos seus dias de adolescente o sucesso da FEB, os filmes americanos e o desejo de ser útil foram a terra fértil para o sonho se plantar.

Militar, engenheiro militar, construiu estradas e instalações que serviram e servem ao povo do seu país. Br 174 – Manaus a Boa Vista, Br 364 – Cuiabá-Porto Velho-Acre-Cruzeiro, Br 163 – Cuiaba a Santarem, e outras obras foram os campos de batalha para lutar guerras, vencer combates contra os inimigos na Amazônia com seus fungos, suas endemias, seus mosquitos, suas malárias,sua solidão…

Movimento de 64: assume posicionamento firme, em suas palavras:” foi o momento em que arrisquei a minha vida efetivamente, não só a vida mas também a carreira,como capitão. Tudo podia dar errado naquele Rio de Janeiro de então” sereno, tranqüilo e consciente das posições que assumiu em sua vida militar tendo sempre presente a ética cristã do servir como pano de fundo de suas ações. Uma curitibana conquistou o coração do soldado valente e com ele lutou suas batalhas, também.

Duas meninas, uma professora e economista em Uberaba, outra, da área da saúde, odontóloga em Curitiba, juntamente com o piá, engenheiro em Porto Velho, aumentaram a família com mais 5 netos.

E, de joelhos, ao redor da capelinha de Nossa Senhora, naquelas paragens do Cabral, as mãos do soldado nasceram para contribuir, abrir caminhos, construir na Paróquia da Salette.

Coordenador, atual, do Conselho Pastoral Paroquial – CPP – encaminha a construção de um santuário de oração e reconciliação, um entre iguais, dentro do carisma da Salette.

Retornou há 12 anos para Curitiba. No trabalho para a comunidade e com a comunidade é ministro da Eucaristia, participou de outras pastorais, atuou em outras administrações do CPP.

Apaixonado pela vida cristã não se deixou contaminar nos caminhos da vida, manteve sua fé e seu espírito de servir. Serviu a pátria, serviu o povo e serve à comunidade. Mão disponível, testemunho cristão.

Dirceu encara os desafios de caminhar pela vida como coração voltado para o serviço e com a marca daqueles que vêem em Maria o exemplo: “eis aqui a serva do Senhor!”

Dirceu Ribas Corrêa, 80 anos, coordenador do CPP, militar da reserva.

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Dorival Leite ( 18/07/2011)

  1. admin
    admin10-01-2011

    Gostei muito da entrevista. Parabens!

  2. Sonia Regina Correa
    Sonia Regina Correa04-30-2016

    Oí por coisas da vida estava pensando hoje no meu pai e decidí por o no me dele na web. Saiu o nome do meu avo Euzebio. Sou a filha do Arlindo Renato Correa. Seu tío

    Muito prazer !

    Sonia

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