Por do sol.

Por do sol.

0

Olhei pela janela e vi o por-do-sol. Dali os pinheiros fazem o contraponto com a luz vermelho-amarela do sol se escondendo nesta tarde de inverno.

É dia de semana e a luz do dia termina cedo. Os homens continuam na sua lida diária. Mais uma hora e as pessoas voltam para suas casas. Mas aí o sol já se pôs.

Nuvens de muitos tons festejam o ocaso do sol. A natureza garante e assina que amanhã haverá outro dia. Garantia certa!

Assim, também, sabemos que amanhã tudo recomeça outra vez. Tudo vai novamente reiniciar  a vida.

Os aviões voltarão a fazer a mesma rota e os aeroportos estarão lotados e os vôos serão cancelados porque o sol não se fez presente em outra terra. Os ônibus retornarão a seus roteiros e os passageiros estarão todos enlatados novamente e todos irão e voltarão de seus trabalhos.

Novamente haverá amanhecer e um novo por-do-sol, mas já será outro, não será este.

Agora o sol incandesceu completamente o céu. Uma luz amarela-vermelha tomou conta de todas as nuvens.

Bendito seja Deus que nos deu os olhos para ver e abençoar as luzes que nos iluminam a vida e os nossos dias. Maravilha! Espetáculo único! Poesia e beleza numa só arte, instantânea e perene. Está ali, estará sempre nova, renovada, como o amor de mãe, como a bênção do Pai.

Pena que nos acostumamos a olhar, presenciar, sem ver, apreciar, degustar, saborear por alguns poucos minutos. Temos pressa, temos compromisso, temos trabalho, temos… Temos olhos para não ver. E a alma se fecha dentro de si, de sua pressa, compromisso, trabalhos e afazeres.

Magníficas  tardes de Curitiba! Bendito seja aquele que nos tornou aptos para ver, contemplar um “cadinho” de sua beleza.

Um por-do-sol no meio da semana. No final do expediente que aconteceu, terminou e amanhã haverá outro, mas este já acabou. Uma bênção foi dada.

Deveria ser feriado nacional. Deveria ser obrigado a ser cantar nesta hora. Uma presença tão magnífica, tão real, tão viva e perfeita da poesia, do amor, da vida que se faz assim de graça, como bênção para o dia que finda.

Meu Deus, obrigado pelo sol! Pelo por-do-sol, o momento que a poesia se faz cores e a vida deve parar para ver. Bendito os olhos que viram! Deus seja louvado!

Postado por Dorival Leite em 29/07/2011

 

 

 

 

 

 

Envie sua Mensagem